quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Programas de trainees se voltam para o conhecimento técnico


A formação de futuros líderes é o mote da maior parte dos programas de trainees das empresas de grande porte. O objetivo é quase sempre atrair jovens talentos pensando em transformá-los nos gestores de amanhã. Não há mal nenhum nisso, mas há quem alerte para a miopia das empresas ao se esquecerem de formar bons técnicos, pessoas com conhecimento aprofundado em suas áreas de atuação que não necessariamente venham a ocupar cargos de chefia, mas que são especialistas em segmentos específicos. “Desde sempre, os programas são voltados para questões de liderança, até por um gap de liderança que sempre existiu”, avalia a consultora da LHH/DBM – especializada em transição de carreira e desenvolvimento de talentos – Geovana Magalhães.

Ela chama atenção para a necessidade de as empresas equilibrarem os perfis dos profissionais cujo foco está na liderança e outros cujas habilidades técnicas são mais destacadas. Geovana fala até em uma tendência quando se refere ao que poderíamos chamar de trainees técnicos. “Se você pensar na carreira em Y, que está se tornando uma realidade dentro das organizações, eu acredito que pode ser uma tendência sim”, afirma.

Algumas empresas já perceberam a necessidade de adaptação, como a Braskem, empresa do setor químico. Embora o ramo de atividade da companhia demande naturalmente a contratação e o desenvolvimento de profissionais técnicos, o programa de trainee só se adaptou a isso há dois anos. “Sentimos falta de trainees para atuar na área industrial”, explica a gerente de Atração de Talentos da companhia, Daniela Panagassi. “O processo petroquímico é extremamente específico e complexo, e a gente não consegue formar as pessoas de um dia para o outro.”

Para atender às necessidades específicas, a empresa dividiu o programa voltado aos recém-formados em dois eixos: de um lado ingressam jovens cujas competências se encaixam em cargos mais corporativos – como Finanças, Marketing e Recursos Humanos –, enquanto na outra ponta estão os chamados internamente de trainees industriais, que preferem jalecos brancos e óculos protetores. “Os candidatos às vagas disponíveis naquele trainee mais corporativo têm um perfil voltado para a comunicação, é outra habilidade, diferente da do trainee industrial”, explica a gerente. “Os candidatos com esse perfil mais técnico se inscrevem diretamente para o programa de Trainee Industrial”, informa.

O modelo, no entanto, não prescinde de oferecer uma visão 360 graus da empresa. Todos os trainees selecionados passam por um módulo inicial, mais abrangente, e que trabalha habilidades gerais, como comunicação, criatividade e, inclusive, liderança. “Porém, para o trainee industrial, temos, posteriormente, uma capacitação específica em processo petroquímico ou em processo de manutenção, que dura um ano e meio.”

Técnicos próprios

Na visão da diretora de Desenvolvimento da Oi, Patrícia Coimbra, é na falta de maior oferta de mão de obra qualificada no mercado de trabalho que reside a importância de as empresas não “descuidarem” do lado técnico na hora atrair seus futuros talentos. Foi esse o motivo que levou a empresa a criar, em 2008, o programa Trainee Expert, cujo foco é garantir o desenvolvimento das competências intrínsecas de cada candidato – sejam voltadas à gestão ou ao tecnicismo. “Com esse cenário [o da falta de profissionais qualificados], decidimos formar essa mão de obra especializada dentro de casa”, explica Patrícia. Para as vagas mais técnicas, a estratégia da Oi foi buscar os jovens na fonte, ou seja, nos cursos de exatas de universidades de todo o país. “Olhamos e avaliamos os candidatos com base no seu potencial”, diz a diretora.

Uma vez selecionados, os jovens passam por um processo de formação dividido em etapas. A primeira é justamente a especialização, um curso intensivo de quatro meses em telecomunicações, ministrado em parceria com o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). Depois de nivelado o conhecimento básico sobre o negócio da empresa, o processo continua com mais dois anos de desenvolvimento, com vistas a ocupar as vagas técnicas identificadas como críticas na etapa inicial do programa.

Relação custo/benefício

A consultora Geovana Magalhães também destaca a relação custo/benefício do investimento neste tipo de treinamento. O primeiro ganho, em sua visão, é a aceleração do processo de especialização da mão de obra técnica, já que, se relegada apenas à experiência ao longo do tempo, essa especialização pode não acompanhar as mudanças do mercado ou as necessidades da própria companhia.

As empresas também ganham ao evitar o ônus de investir no talento “errado”. Geovana explica que, na medida em que os programas de trainee são vistos como uma oportunidade para os jovens, muitos deles, de perfil mais técnico, acabam se inscrevendo em processos focados em gestão. “Isso acarreta um desvio de interesses. Se você não observa isso desde o início pode investir em alguém que não quer uma carreira de gestão, ou que não vai se adaptar a ela”, conclui a consultora.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Para pesquisador, Google Glass será extensão dos olhos

Estrategista sueco é um dos palestrantes do The Next Web Latin America, primeira edição brasileira de um dos maiores eventos de internet do mundo
O sueco Michell Zappa é um estrategista de tecnologias emergentes que vive entre Berlim, São Paulo, Londres, Estocolmo e Amsterdã. Ele é um dos principais profissionais da Envisioning Technology, consultoria especializada em descobrir tendências no setor de tecnologia. Em seu trabalho, Zappa é perito em avaliar o comportamento humano e montar infográficos baseados em opiniões - e não em dados. Uma das previsões de Zappa é que o Google Glass, óculos com câmera e web integrados, será em um futuro não muito distante um produto tão popular quanto o tablet é hoje. "Com o tempo, a tela será uma extensão de nossos olhos", diz. Zappa é um dos palestrantes do The Next Web Latin America, primeira edição brasileira de um dos maiores eventos de internet do mundo, que acontece entre 22 e 23 de agosto, em São Paulo.
Qual é o trabalho de um estrategista de tecnologias?
Estar atento às novidades e tentar prever como e quando elas se adequarão às necessidades da sociedade. No ano passado, por exemplo, consegui mostrar que tecnologias individuais, como os carros sem motorista, serão comuns entre 2018 e 2019, e que a primeira expedição à Marte deve ocorrer em 2034.
O que o senhor acha do Glass, os óculos do Google com câmera e web integrados?
Trata-se de um conceito de vanguarda e os engenheiros envolvidos no projeto, e que trabalham no Google X Lab, sabem que eles estão construindo ficção científica. Esse produto chegará a poucos usuários, no início, e também será muito caro. Mas analisando a natureza dessa tecnologia é inevitável que ela não ganhe popularidade. Há 10 anos, as telas de TV eram grandes, pesadas e de baixa-definição. Hoje elas são menores, em LCD, e cabem na palma da nossa mão. A tendência, portanto, é que elas cheguem ao limite dos nossos olhos – numa espécie de óculos, por exemplo. O Glass segue esse conceito.
O Facebook está próximo de alcançar a marca de 1 bilhão de usuários. Como o senhor vê as redes sociais nos próximos anos?
O futuro será tão social quanto o passado. A diferença estará nas ferramentas de comunicação e na nossa capacidade de interagir com facilidade. O Facebook não muda nosso comportamento, mas amplia nossas possibilidades sociais de comunicação, conhecidas desde a época de Gutenberg, há mais de 500 anos. Fundamentalmente, essa é uma coisa boa. Essa marca de 1 bilhão é representativa. Essa não é a primeira vez, contudo, que uma rede levanta um debate na sociedade. O The Well, uma das mais antigas comunidades virtuais, criada em 1985, fez o mesmo. As redes sociais são inevitáveis e estão se tornando uma base para outros aspectos da sociedade, como o comércio. A sua rede de contatos, os seus amigos, têm influência sobre você. Isso não significa que eles lêem a mesma coisa ou assistem aos mesmos filmes. É nessa hora que a tecnologia social é mais efetiva. Quando ela serve como pano de fundo para outro tipo de negócio. Eu acho que em dois ou três anos o comércio social fará parte do nosso dia a dia.
O Brasil está na moda e muitas empresas de tecnologia estão se instalando no país. O senhor acha que São Paulo pode se transformar em um novo Vale do Silício?
Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares. Eu vou ao Brasil no final do ano para tocar os meus negócios porque acredito que o país está em um momento muito peculiar, já que receberá a Copa e a Olimpíada. Acho que essa é uma grande oportunidade para o país. O problema está na infraestrutura e na educação. Acredito que o Brasil possa ultrapassar criativamente outros mercados. Os brasileiros têm uma capacidade de se virar que não é encontrada em outras nações.
Um dos gráficos de Michell Zappa Os estudos de Zappa são apresentados na forma de gráficos. Uma de suas pesquisas, a Envisioning Emerging Technology for 2012 and Beyond, mostra através de 11 colunas quais tecnologias serão populares nos próximos 28 anos. Ele divide as previsões em grandes temas, como inteligência artificial, sensores, robótica, biotecnologia, entre outros e faz uma análise, ano a ano, do que acontecerá com cada um deles até 2040. Na coluna cinza, à direita, o gráfico exibe dados que reforçam as expectativas. Por exemplo: em 2020, um computador de 1.000 dólares terá a mesma capacidade do cérebro humano, segundo o Ray Kurzweil, autor do livro The Singularity is Near. A teoria justificaria, então, a ideia do estrategista sobre a popularidade da telepresença (confira suas conclusões abaixo). Zappa colhe dados para seus gráficos em pesquisas científicas, blogs de tecnologia e publicações de cultura digital. Depois cruza essas informações com estatísticas fornecidas por empresas, índices do mercado e artigos especializados.
Acesse o gráfico: http://envisioningtech.com/envisioning2012/

Mantenha acesa a sua paixão, e nunca desista

O canadense Ryan Hreljac conta como, aos seis anos de idade, abraçou a causa de levar água a quem não tem acesso a ela
Com apenas seis anos de idade, o canadense Ryan Hreljac, hoje com 20 anos, deu início a um projeto que mudou não só sua vida, mas também as de milhares pessoas que nem conhecia. Tudo começou com uma descoberta que virou de ponta-cabeça sua concepção infantil do mundo. Em 1998, sua professora, a Sra. Prest, relatou em sala de aula que milhões de cidadãos de diversos países não tinham o mesmo padrão de vida que ele e seus colegas. Ryan ficou chocado ao descobrir que muitos se viam obrigados a caminhar por horas apenas para conseguir água, uma coisa que era banal para ele – e, muitas vezes, aquilo a que tinham acesso era mais parecido com lama. A Sra. Prest estimou, com base em sua experiência local, que talvez fosse possível construir poços nessas localidades a um custo unitário de 70 dólares. Ryan voltou da escola cheio de ideias.
Hoje, Ryan tem 20 anos e estuda no curso de Desenvolvimento Internacional e Ciência Políticas do King’s College em Halifax, na costa leste do Canadá. Ele amadureceu as ideias que teve aos seis anos e hoje lidera uma fundação que possui seu nome: a ‘Ryan´s Well’ (ou ‘O poço de Ryan’, na tradução para o português). Criada em 2001, do alto dos dez anos de Ryan, a instituição já ajudou a construir mais de 700 poços e 900 latrinas em todo o mundo em desenvolvimento, levando água potável e saneamento básico para mais de 745.000 pessoas.
Você era tão jovem quando começou a angariar dinheiro para projetos na África. Como essa ideia surgiu?
A ideia surgiu em janeiro de 1998, quando tinha seis anos de idade e pensava que todas as crianças do mundo viviam como eu. Certo dia, começamos a falar na sala de aula sobre os países em desenvolvimento. A minha professora, a Sra. Prest, nos explicou que as pessoas desses locais não possuem a maioria das coisas que temos aqui no Canadá. E ela não parou por aí. Relatou que alguns africanos andavam por horas somente para conseguir um pouco de água suja. Disse ainda que muitos estavam doentes e que alguns morriam por falta de acesso a água potável. Fiquei simplesmente chocado e muito triste.
A Sra. Prest havia dito que 70 dólares seriam suficientes para construir um poço na África. Então fui para casa todo esperançoso e pedi para meus pais ajudarem. Lógico. Eles disseram, no entanto, que eu mesmo poderia fazer tarefas extras para ganhar o dinheiro. Daí, eu trabalhei por quatro meses para ganhar os 70 dólares. Soube depois que o “meu poço” iria custar 2 mil dólares para ser aberto em um lugar como Uganda. Com isso, aprendi que o problema era muito maior do que eu tinha percebido. Decidi prosseguir e meu projeto de criança tornou-se a Fundação Ryan´s Well.
O que o convenceu tão cedo de que poderia fazer a diferença?
Tudo que tinha de fazer para chegar ao bebedouro e ter água limpa era dar nove ou dez passos. Era fácil demais. Antes daquele dia na escola, achava que todo mundo vivia como eu. Quando descobri que não, decidi que tinha que fazer algo. Então, além das minhas tarefas extras, comecei a contar a familiares e amigos sobre a crise da água na África na tentativa de arrecadar dinheiro para abrir poços.
Seus pais o influenciaram?
Sem minha família, nada do meu trabalho teria sido possível. Eles não me deram os 70 dólares que eu precisava, mas disseram que tinha de ganhar com próprio esforço. Foi uma lição fundamental. Desde então, comecei a trabalhar no meu projeto e a falar às pessoas para aumentar a conscientização sobre as questões da água. No início da Ryan´s Well, o escritório era no porão de nossa casa. Agora temos um pequeno escritório em endereço próprio com uma equipe de sete pessoas: três ficam em tempo integral e quatro trabalham meio período. Contamos ainda com a ajuda preciosa de muitos voluntários.
E como era para uma criança atrair parceiros para o projeto?
Nunca pensei que não poderia fazer isso. Mesmo sendo garoto, fui falar em clubes e nas salas de aula sobre o projeto. Contei a quem quisesse ouvir a minha história. Tudo com o intuito de arrecadar dinheiro para o meu primeiro poço e depois outro, e outro, e outro.
Quais são suas recomendações para jovens com ideias inovadoras, que tenham perfil de liderança e queiram fazer a diferença no mundo?
Eu sempre pensei que o mundo é como um quebra-cabeça bem grande e todos temos de descobrir onde nossa peça se encaixa. Para mim, é água. Portanto, meu conselho a alguém que queira fazer uma mudança positiva no mundo, é encontrar algo que lhe traga paixão e, depois, siga nessa linha. Eu era apenas uma criança quando comecei a agir. Espero que minha história seja um exemplo de que todos podemos fazer a diferença. Mantenha sua ideia, mantenha acesa sua paixão, e nunca desista. Não importa quem você seja, onde você mora ou o que faz. Aliás, nunca é cedo demais para mudar o mundo.

Pesquisa: 51% dos jovens querem empreender em 6 anos

"Levantamento com 46.107 jovens brasileiros das cinco regiões do país indica que 56% deles querem abrir um negócio. Eike Batista é o "líder mais admirado"
Ter um negócio próprio já faz parte dos sonhos de 56% dos jovens brasileiros, sendo que 51% deles pretendem empreender em um prazo de até 6 anos. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Cia de Talentos, agência de recrutamento, em parceria com a Nextview People, empresa de pesquisas em gestão e desenvolvimento de pessoas.
Em sua 12º edição, a pesquisa ouviu 46.107 pessoas entre 20 e 26 anos das cinco regiões do país. O resultado mostra uma mudança abrupta em relação ao ano passado. Ao responder a pergunta “qual o nome da empresa de seus sonhos?”, a resposta “negócio próprio” ficou em 4º lugar neste ano - atrás apenas de trabalhar no Google, na Petrobras e na Vale. Em 2011, 101 empresas foram mais citadas do que o desejo de empreender.
Para a consultora de recursos humanos e sócia da Cia de Talentos Maíra Habimorad , o resultado está atrelado a maior busca da geração Y por satisfação pessoal. “Os jovens querem trabalhar em uma área com a qual se identifiquem. Então, nada melhor do que criar um negócio em um setor que tenham interesse”. Segundo ela, são identificadas duas grandes necessidades na faixa etária avaliada: “vontade de realizar-se profissionalmente fazendo o que gosta e de deixar uma marca positiva no mundo”.
Segundo ela, os bons exemplos de jovens empreendedores, como o amplamente citado Mark Zuckerberg (criador do Facebook), estimulam os mais novos a empreender, mesmo diante de outras alternativas profissionais. “A tecnologia permite que muitos jovens arrisquem por vontade, não somente por necessidade”, afirma
Os jovens da região Norte são os que mais querem ter um negócio próprio, seguidos pelos da Centro-Oeste, Sul e Nordeste. O Sudeste do país fica com a última posição. “As regiões Norte e Nordeste são menos saturadas, o que torna um pouco mais fácil criar algo”, considera Maíra. Ao mesmo tempo em que aumentou o interesse pelo empreendedorismo, diminuiu de 87% para 75% o índice dos que também avaliam trabalhar em empresas privadas.
No quesito taxa de empreendedorismo (porcentagem de empreendedores em relação à população adulta do país) o Brasil ficou com a 8ª posição entre 54 países analisados. Está à frente, por exemplo, dos Estados Unidos, que atingiram apenas o 16º lugar. Contudo, o país ainda está bem distante dos vizinhos Peru e Colômbia, em que 82% e 77% dos jovens, respectivamente, afirmaram que gostariam de empreender.
Líder - Eike Batista foi a personalidade mais citada pelos jovens brasileiros na questão “líder mais admirado”. Empreendedorismo e capacidade de inovar do empresário foram as justificativas utilizadas por 61% dos entrevistados para a escolha.
Amostragem menor - Uma pesquisa realizada em 2011 pela Nextview People com 4.000 jovens em todo Brasil trouxe resultados ainda mais surpreendentes. Isso porque 78% dos entrevistados afirmaram que têm a intenção de empreender.
Mais da metade (54,3%) alegou que gostaria de abrir um negócio porque acredita que, desta forma, conseguirá independência financeira ao mesmo tempo em que realiza algo “interessante”. Outros 37,2% admitem que precisam aprimorar seus conhecimentos para gerir um negócio.
O estudo indica também que 12,5% dos jovens já se definem como empreendedores, sendo que quase todos (95,5%) se consideram felizes profissionalmente e mais de 50% atua no segmento de serviços.

Educação a distância ou educação presencial? Um falso dilema

“Poderá um dia a educação a distância exterminar de vez as escolas de tijolo? Pouco provável, até onde se consegue enxergar o futuro, pois o encontro presencial não é dispensável pela educação a distância de boa qualidade”
A aceitação de novas ideias implica no abandono de velhas crenças. É nesse ponto que mora a dificuldade: como abandonar ideias profundamente enraizadas, cristalizadas ao longo da vida? A escola, como local de aprendizado, é um modelo solidamente instalado na cabeça das pessoas: a escola é de tijolo, com salas de aulas e carteiras enfileiradas onde ficam os alunos a ouvir um professor que fala sozinho o tempo todo. Esse modelo de escola tem mais de mil anos, compreensível, portanto, que essa imagem esteja fortemente enclausurada nas mentalidades.
No limiar do século 21, entretanto, as tecnologias de informação e comunicação oferecem inúmeras e atraentes possibilidades à educação, na modalidade agora conhecida como educação a distância. Possibilidades, todavia, que devem ocorrer em um outro modelo, como de aprendizagem fora da sala de aula, em um ambiente virtual, onde tudo ocorre em tempo real. Esse ambiente virtual de aprendizagem também necessita de um professor, mas não do professor do velho figurino verbalista e autoritário, mas de um professor que seja mediador, incentivador da pesquisa, do questionamento e da interação com os alunos.
A educação a distância – que se utiliza intensamente dessas tecnologias – nada mais é do que a expansão dos limites e das possibilidades restritas pela velha sala de aula feita de tijolos. No ambiente virtual, professores e alunos podem se lançar em uma grande aventura de aprendizado, pesquisando textos, imagens e vídeos, trocando ideias em fóruns de discussão, realizando trabalhos em grupo através das ferramentas wiki e conversando com gente de qualquer lugar do mundo por meio das webconferences. A educação a distância não conflita com a educação presencial. Não são mutuamente excludentes, não há oposição entre elas. O encontro presencial com as pessoas é rico e sempre será indispensável. Mas a distância também podemos interagir fortemente com as pessoas, inclusive com pessoas que jamais teríamos a oportunidade de conversar e trocar ideias se não fosse o ambiente virtual. As atividades presenciais e a distância são complementares. Por isso uma boa escola presencial jamais dispensa as atividades virtuais, bem como um bom curso a distância sempre incentiva o encontro presencial.

segunda-feira, 26 de março de 2012

4 conselhos de carreira para quem migra para uma pequena empresa

Especialistas afirmam que é preciso foco no plano de carreira e evitar comparar com o antigo emprego

A decisão está feita, você pediu demissão e irá enfrentar um desafio: sair de uma empresa grande (de marca consolidada) e ir para uma empresa menor ou para uma startup. A única certeza e porque não dizer que o grande desafio será o lidar com problemas que até então faziam parte da sua área de conforto. Começará tudo outra vez.

O sentimento de frustração é comum e persistirá, afinal de contas os “nãos” estarão aí para serem ditos e glamour já terá indo embora e talvez ainda o veja dobrando a esquina.Este caos momentâneo deve ser encarado como uma oportunidade para fazer dessa mudança um case de sucesso.

Os especialistas ressaltam que antes de aprender a lidar com a mudança de emprego, o profissional tem que ter certeza de que deixar o emprego é a decisão certa e está alinhada com o seu plano de carreira. Confira abaixo, outros conselhos:


1. Alinhe suas expectativas

“Por que quero sair da empresa? Quais sãos os prós e contras de trabalhar aqui?”, são perguntas que o profissional deve fazer para que tenha certeza das razões pelas quais ele está deixando o emprego para assumir um cargo numa companhia de porte menor.
Colocar no papel todos os prós e contras ajudará o profissional a lidar melhor com a mudança. Ao sair de uma empresa grande, o profissional poderá tirar do baú ideias que eram reprimidas e terá a chance de trazer para o novo ambiente de trabalho.


2. Converse com outros profissionais

Por meio de depoimentos de outros colegas que também fizeram o mesmo caminho é possível ter uma previsão das dificuldades que o profissional enfrentará. É natural e bom procurar apoio em pessoas que já passaram pela mesma situação.


3. Investigue sobre seu novo local de trabalho

Durante o processo de transição o profissional não deve hesitar em perguntar sobre como é a rotina da empresa para o qual ele está indo. Questione sobre os processos, os objetivos de cada segmento da empresa e até mesmo o que eles estão esperando de você.
As principais vantagens de uma empresa menor devem ser levadas em conta: a proximidade entre os pares e chefes é maior, não existem tantos níveis hierárquicos e a burocracia também é menor.


4. Tenha paciência

O profissional não deve criar uma falsa expectativa de que esse “momento” passará rápido. Esse período pode demorar mais que do que o profissional esperava. Ele irá lidar com uma margem bem mais baixa de investimento, por exemplo e isso não pode ser encarado de forma negativa.
Quando um profissional sai de uma empresa grande e vai para uma menor, ele tem que ter uma dose de empreendorismo e muito foco. Imaginar que todo dia é um dia muito importante e que irá realizar um excelente trabalho. Comemore cada conquista.
O saudosismo pode atacar em momentos difíceis, mas os especialistas recomendam evitar a comparação com o que ele fazia antes e focar nos motivos que o fizeram sair da empresa. O profissional que sabe lidar com problemas e tem jogo de cintura é mais valorizado no mercado do que aquele que se acomodou.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Fazer o bem também é um bom negócio

Ainda não são todas as empresas, mas várias delas já se conscientizaram que, na era da sustentabilidade – conceito que envolve aspectos econômicos, sociais e ambientais –, devem explicações também para a sociedade. Muitas organizações têm optado por unir interesses comerciais e sociais por meio da capacitação profissional, afinal pessoas bem preparadas tendem a se tornar funcionários mais eficientes. É essa a essência de institutos e fundações criadas por grandes organizações. A reportagem procurou três delas, exemplos de que fazer o bem é um bom negócio.

Olho no futuro

O Instituto Nextel foi criado em 2006 por iniciativa dos próprios colaboradores, que procuraram a diretora da empresa com a ideia de criar uma frente de trabalho na área social. A causa foi abraçada pela organização, que optou por focar em programas de aprendizagem e profissionalização de jovens entre 16 e 24 anos em situação de risco social. Eles são encaminhados ao Instituto Nextel pelas escolas públicas e associações no entorno de cada uma das quatro unidades. O trabalho se divide em diferentes programas: o Conexão Direta (que capacita em atendimento em informática); o Conexão Digital (sobre mídias interativas); e o Inclusão de Talentos (voltado para pessoas com deficiência). Em todos eles, o foco é oferecer cursos que permitam aos beneficiados se capacitarem para as demandas, presentes e futuras, do mercado de trabalho. “O Conexão Digital, por exemplo, é uma parceira com a Agência Click com o objetivo de ampliar o olhar para as possibilidades de mercado”, explica a coordenadora do Instituto, Ednalva Aparecida de Moura dos Santos. A ideia é formar web designers capacitados também para trabalharem de forma autônoma. “Que são os profissionais procurados pelas agências de publicidade”, diz Ednalva, para quem a ação é uma extensão da própria filosofia da empresa de “sempre investir em talentos.”

Inclusão pela beleza

Objetivo semelhante tem o projeto Preciosas, criado em outubro de 2010 pela rede de salões de beleza Jacques Janine para formar profissionais em cuticulagem e pintura de unhas – mas engana-se quem pensa em simples manicures. “Por meio do projeto são incluídas outras disciplinas, como alongamento de unha, biossegurança (para que a profissional entenda e previna todas as formas de contaminação do seu material de trabalho) e técnicas spazianas (cuidados com mãos e pés como um todo, não apenas com a unha)”, explica Flávia Lopes, coordenadora do projeto. O parceiro na empreitada é o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que oferece a docência e os certificados. A rede de salões entra com o espaço para as aulas, a disciplinas extras na grade curricular e a recolocação no mercado. “A empresa foi atrás de parceiros que tivessem know how na área – cujo curso fosse reconhecido pelo Ministério da Educação etc”, explica Flávia. A intenção, segue a coordenadora, era atender a demanda por profissionais qualificados, uma falta sentida tanto pela rede Jacques Janine quanto pelo mercado em geral. Nos cursos, as alunas recebem ainda noções de empreendedorismo para que possam criar seus próprios espaços de trabalho – embora a maioria não desperdice a chance de uma temporada na grande rede de salões antes de tentar vôos solos. “A maioria delas, cerca de 80%, fica conosco para entender o conceito, conhecer um grande salão, saber como funciona a parte administrativa, o que acaba sendo uma experiência para elas”.

Tempo de refletir

Nas ações da Fundação Telefônica no campo de preparação para o mercado de trabalho, o conteúdo não é técnico, mas nem por isso menos importante. Os programas abordam questões na área comportamental, discutem a relação do mercado com os ofícios do século 21 e refletem sobre as novas tecnologias. São várias iniciativas, entre as quais a Garoto Vivo, em parceria com o Instituto Via de Acesso, que atua na relação entre empresas e escolas. A ação consiste no desenvolvimento de cursos nos quais são trabalhadas questões como comportamento, projeto de vida, postura e comunicação, e ainda os conceitos de competência, trabalho em equipe e ética. “Valores que a gente identifica hoje como pontos críticos para a inserção do jovem no mercado de trabalho”, observa a gerente de educação, cultura e juventude da Fundação Telefônica, Mílada Gonçalves. Em 2011, os trabalhos foram realizados nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Viamão, no Rio Grande do Sul, beneficiando 100 jovens entre 14 e 18 anos, geralmente vindos da periferia. Outra iniciativa é o Ciclo de Novas Profissões – que, em 2011, foi realizado em sete cidades brasileiras, reunindo jovens e especialistas para debater o conceito de trabalho, refletir sobre quais profissões seguir e sobre como conciliar trabalho e vida pessoal, além de abordar o papel das novas tecnologias no mundo das profissões. “Essa ação também foca o público jovem”, explica a coordenadora. “Porém, dá um passo adiante com relação ao Garoto Vivo. Dessa forma, uma estratégia complementa a outra”, afirma.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Hospedagem, domínio, e outros bichos mais....

Algumas pessoas mesmo sendo profissionais ou não, tem algumas dúvidas na hora de contratar um serviço de consultoria para gerir suas ações estratégicas na internet. Não somente isso, o consultor precisa contar com profissionais experientes e com tecnologias que nos permitam desenvolver soluções inovadoras nesse campo já tão saturado como a internet.

Com a missão clara de fornecer soluções para as mais diversas empreitadas virtuais com excelência no atendimento, segurança e qualidade, nosso entrevistado dessa edição é Sérgio Borges, Diretor da Casa do Site. Com sua seriedade, competência e imenso prazer pelo que faz, Sérgio nos responde algumas das frequentes dúvidas com relação ao ambiente virtual.
Vale a pena conferir...

Finalle Consultoria: Qual o passo a passo para que eu tenha meu website e qual o investimento necessário?

Casa do Site: Em primeiro lugar é preciso ter em mente o que tipo de site que deseja e o principal: qual será a finalidade, bem como o nome do domínio definido.
Com a idéia em mente, fazemos uma reunião para estruturar essa idéia e ajudar a transformá-la em termos web, ou seja, com um layout e conteúdo apropriados. Em seguida registramos o nome de domínio e abrimos a conta de hospedagem, por onde o dono do site poderá ir acompanhando o desenvolvimento do projeto.
Sobre o montante de investimento, não há como termos um padrão, pois o valor dependerá muito dos recursos, funcionalidades e programação exigidas pelo projeto, pois cada trabalho é único e exclusivo, de forma a ser totalmente integrado com o negócio ou idéia do cliente.

FC: A cada dia vemos surgir no mercado novas tecnologias, desde aplicativos para ipad´s ao revolucionário ultrabook que será lançado na CES 2012 pela Intel, com integração ao sistema NFC permitindo pagar uma conta com a aproximação do cartão de crédito a tela do computador. Qual a sua análise com relação à hospedagem e desenvolvimento de sites?

CS: A indústria é muito rápida e praticamente todos os dias estão sendo lançados novos produtos e tecnologias. E obviamente não podemos ficar parados no tempo.
Com isso, muitas vezes são necessárias atualizações no servidor para que ele aceite e rode os novos sistemas e para o desenvolvimento de sites é um estudo contínuo para compreender e aprender a usar bem as novas ferramentas disponíveis.

FC: Qual o perfil do profissional de internet seja ele dedicado a programação ou ao design, que o mercado vem absorvendo e o que esperar desse profissional nos próximos 10 anos?

CS; Nossos profissionais tem o perfil que analisam as diversas possibilidades, de forma a produzir a melhor solução possível para o cliente.
Estar sempre acompanhando as tendências e novidades, buscando dentro desse cenário desenvolver mais a cada dia o processo de inovação.
Na velocidade que tudo que envolve tecnologia e seus processos evoluem, não acho ser possível definir o que esperar de um profissional em 10 anos.

FC: Hoje a gama de sites, blogs, fanpages é enorme. É possível ainda um sites se destacar no mercado? O que você vê como diferencial para que isso aconteça?

Uma palavra: inovação.

FC: Agora, uma pergunta que parece simples, mas que muitas empresas e/ou profissionais não conseguem responder mesmo depois de um investimento significativo em seus sites. Afinal de contas, porque ter um site?

CS: Os motivos de se ter um site são muitos, vão desde a necessidade de acompanhamento de mercado, em termos de vendas on line, de divulgação da marca, produtos, a possibilidade de expansão dos negócios, vez que a internet derrubou as fronteiras, a popularização de idéias e pensamentos, bem como



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A essência do Marketing Estratégico

Frequentemente profissionais liberais e empresas prestadoras de serviços buscam auxílio e suporte na "batalha" para promover-se da melhor forma no mercado e conquistar novos clientes, o que nos motivou a abordar a questão.
 
Freqüentemente profissionais liberais e empresas prestadoras de serviços buscam auxílio e suporte na "batalha" para promover-se da melhor forma no mercado e conquistar novos clientes, o que nos motivou a abordar a questão.

Dentre as principais situações que identificamos, estão a inadequação ou ausência de segmentação, posicionamento e orientação mercadológica - o que também ocorre em inúmeras empresas de segmentos e ramos distintos.

E é, justamente, a partir da conjunção e sinergia desses três elementos que se pode compor uma situação favorável para buscarmos o sucesso para "nossas" propostas e sua longevidade no mercado - anseios tão difíceis hoje em dia.

Nossas ofertas ao mercado (produtos, serviços, atendimento, preços etc), bem como nossos programas de comunicação e relacionamento, precisam ser capazes de traduzir continua e perfeitamente a imagem que desejamos.

E isto só será alcançado se nos mantivermos bem informados sobre as necessidades e desejos de nossos clientes e adotarmos o compromisso de atender plenamente às expectativas de nosso público-alvo, sem jamais nos afastar da orientação para a realização dos resultados organizacionais, pessoais e profissionais, pelos quais empreendemos.

Estes fatores envolvidos no core-marketing (essência do marketing estratégico) nos permitem conceber o negócio com ampla vantagem sobre aqueles que o desconsideram, pois fundamentam todos os programas e ações em busca da geração de vantagens competitivas e dos resultados positivos e do sucesso conseqüentes destas.

Este processo está diretamente relacionado ao adequado conhecimento da situação como um todo, à definição de metas, sonhos e objetivos, e, o mais importante, à identificação dos meios ou caminhos que precisamos trilhar para seu alcance e realização.

Defina seus objetivos, identifique fatores importantes para sua realização, selecione o mercado ou público que possa atender bem e vá em frente, pois este é o caminho para quem deseja construir e realizar seus objetivos.

E, então, Senhores, vamos conceber uma proposta vencedora?!

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ah! O empreendedorismo....

Há bastante tempo nessa área de gestão de empresas e de relacionamento com clientes, por muitas vezes me peguei divagando sobre conceitos e estratégias, tentando estabelecer premissas para uma equipe perfeita ou ainda uma empresa que não tem medo de se lançar, de se jogar, enfim de bater de frente com o mercado mesmo. Por muitas vezes falamos em ser inovadores, promissores e porque não descobridores.

Em contrapartida, nos deparamos com falta de capital para investimento, controle de capital por este ser ínfimo diante as dificuldades apresentadas. Pergunto-me se realmente tudo gira em torno de capital ou se nos falta um pouco de criatividade ou ainda nos falta poder decisório para nos jogar no espaço e arriscar. Fico pensando que talvez, se arriscarmos tudo e nos jogarmos do alto do empreendedorismo, muitas vezes vamos flutuar até conseguir o controle do vôo ao invés de despencar direto sem escalas.

Vocês devem estar se perguntando: Que raios que ele esta dizendo?

É simples. Quem nunca teve vontade de empreender, mas ficou parado por falta de dinheiro a ser investido seja para material de divulgação ou ainda bens a serem adquiridos para o mínimo de investimento?

É disso que estou falando. Onde conseguir dinheiro para iniciar sua empreitada “empreendedorística”? Se você quer uma receita de bolo para isso, pode parar agora mesmo de ler esse artigo, pois eu não tenho esta receita. Na verdade é um questionamento que venho me fazendo desde quando resolvi que não queria mais trabalhar em outra empresa que não fosse a minha. Na verdade no início a decisão gera um grande alívio. Você se sente muito bem e definitivamente pronto para ir à luta. Num segundo momento você começa a perder o ar, começa a fazer perguntas que muitas vezes parecem bobas, mas que acabam fazendo algum sentido quando, por exemplo, em um mês como esse, Dezembro, você está praticamente parado por falta de trabalho, ou quando você está retomando seu negócio, encontra a desculpa de que está arrumando a casa para que em Janeiro tudo possa ser diferente e partir pra luta.

Sim, talvez seja isso mesmo, talvez não. O mais legal nisso tudo e ao mesmo tempo bem assustador é que só depende de você. Terá sucesso ou não se você for à luta e de uma maneira bem estranha, isso nos traz uma série de feedbacks interessantes sobre nosso comportamento, nossas atitudes, o que dizer,…

Enfim, acredito que nenhuma escola, faculdade, mestrado vai ensinar tão bem quanto à atuação em campo. Veja que agora você começou a encher os pulmões e fazer promessas de reviravoltas na sua vida. Resolveu que vai empreender. Quem sou eu para te desaconselhar, afinal de contas que tipo de empreendedor sou eu, mas cabe uma conselho: Prepare-se! Fácil não é. E quem está falando é um cara que deixou um emprego com um salário relativamente interessante pelo simples fato de entender que naquele momento a empresa não tinha mais nada a oferecer a ele. Muito mais fácil seria permanecer, fingir de morto e ver no que daria, mas acontece que esse tipo de pessoa, não se contenta em ficar parada, quer produzir, fazer acontecer é a pessoa que geralmente dá mais com a cabeça na parede.

Você vai buscar clientes, vai conseguir alguns, pois a maioria vai achar que teu serviço oferecido não é necessário agora. Você vai trabalhar 12 horas ininterruptas, mas ainda assim ficará satisfeito, pois esta trabalhando para seu desenvolvimento profissional. Vai investir e muitas vezes não vai nem saber o que fez com o dinheiro que ganhou, pois tem que pagar fornecedores. Não se preocupe. Tudo se acerta com um pouco de disciplina, mas lembre-se: Seu chefe é seu espelho e ele tem que ser implacável!

Vamos em frente. Nenhum de nós é dono da verdade, mas todos nós podemos criar nossa verdade.

Como diz a música: “Você pode até dizer que sou um sonhador, mas eu não sou o único.”


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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Como inovam empresas inovadoras?

Distintas lideranças conduzem o cotidiano da empresa e o foco na inovação. As empresas precisam garantir o hoje para pensar no amanhã.

Inovar é palavra de ordem em qualquer empresa que queira se manter no mercado. O desafio, que vale para todas, é ainda maior nas companhias com negócios inovadores. Para esses, investir em pesquisa e olhar o futuro sem descuidar do presente se torna fundamental para continuar existindo.

Para empresas que já nascem com uma proposta de vanguarda e com foco na inovação, não se pode esquecer do presente, que fornecerá as bases, a infraestrutura e até os recursos necessários para concretizar o próximo passo, vislumbrado por uma equipe inovadora e ousada.

“Uma empresa inovadora tem sempre que olhar para frente”, diz Anderson Rossi, professor do núcleo de inovação e competitividade da Fundação Dom Cabral. Para ele, um dos principais desafios para essas companhias é o de antecipar o futuro apresentando produtos ou serviços que o mercado necessite antes mesmo que este saiba disso.

Mas para manter o DNA da inovação é necessário também ter liderança. “Em empresas inovadoras, o papel do líder é ainda mais importante e relevante na medida em que ele deve manter seu time de profissionais sempre motivados e criativos”, avalia Rossi.

Segundo o acadêmico, as empresas com DNA de inovação dificilmente são copiadas por outras ou abrem espaço a um concorrente direto. Mas para isso também possuem um olhar atento aos desafios do presente, além de estruturas competentes para gestão do dia a dia.

Uma maneira que algumas empresas estão encontrando para resolver a equação de administrar com atenção o presente e manter o olhar para o futuro é ter duas gestões estratégicas diferentes.
De acordo com Rossi, isso significa preparar dois times diversos, um olhando para frente, para o que ainda nem aconteceu e outro com foco no hoje, no gerenciamento das coisas em tempo real. “Um líder que pensa o futuro e outro que faz o hoje acontecer”, explica. Rossi conta que a Siemens, por exemplo, é uma companhia com esse tipo de gestão estabelecida.

Foco nas pessoas

A equipe é ponto fundamental para desenvolver produtos ou serviços inovadores. “Os gestores vão procurar profissionais que conseguem enxergar novidades, que tem capacidade de identificar como processos ou serviços podem ser melhorados”, define Felipe Scherer, principal executivo da Innoscience, consultoria em gestão da inovação.

Segundo o consultor, em empresas mais tradicionais, a sedimentação dos processos e procedimentos internos são os principais vilões que esvaziam a capacidade criativa de seus funcionários. Cobrados por atender metas e para manter um rendimento operacional pré-estabelecido, os profissionais não têm incentivo e nem motivo para querer modificar a forma como as coisas são feitas.

“A inovação sempre começa de cima para baixo. Se o CEO não inova, seus funcionários também não o farão”, explica Scherer. Manter um ritmo e disponibilizar uma parte da carga horária de trabalho para pensar novidades e alimentar a criatividade também se tornam fundamentais. “O Google, por exemplo, deixa um dia da semana para a equipe focar no amanhã. Os outros dias são para manter o negócio funcionando”, conta Scherer. 
Fonte: www.hsm.com.br 
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os 5 maiores e mais caros erros de estratégia

Estava aqui entre idas e vindas em apostilas, livros e artigos quando me deparei com uma análise muito interessante sobre as 5 forças de Porter que basicamente se destina a análise da competitividade entre empresas e o desenvolvimento de estratégias empresariais eficientes e não vamos confundir com eficazes, pois essa última, dependerá da atuação e análise dos ambientes e seus contrastes.

Apesar de termos dois pontos principais em todas essas análises, que são: 1) O impacto que a empresa terá na capacidade de servir seus clientes e; 2) Lucratividade (cabe aqui lembrar que qualquer lucro tem a missão de ser sustrentável).

Ainda assim, diante dessas observações, algumas empresas ainda insistem em erros e confusões que em muitas vezes estão bem a sua frente. Abaixo, alguns dos erros mais comuns e que se tornam de alto custo quando não se conhece como a competição e estratégia funcionam. 


Erro # 1. Confundindo comercialização com estratégia.

A proposta de valor não é a mesma coisa que uma estratégia. Se você está tentando descrever uma estratégia, a atribuição de valor é um lugar natural para começar - é intuitivo pensar em termos de estratégia do mix de benefícios que atendam às necessidades dos clientes. Mas tão importante quanto o valor é ter conhecimento das necessidades dos clientes. Não confunda marketing com estratégia organizacional.

O que em muitos momentos a abordagem de marketing não percebe é que uma estratégia robusta também exige uma cadeia de valor adaptada, uma configuração exclusiva de atividades que melhor proporciona esse tipo de valor. Este elemento da estratégia não é nada intuitivo, mas é absolutamente essencial. Se você executar as mesmas atividades que os outros, da mesma forma, como se pode esperar para conseguir uma melhor performance? Para estabelecer uma vantagem competitiva, a empresa deve emitir o seu valor através de uma cadeia de valor distintivo. Deverá realizar atividades diferentes de seus concorrentes ou desempenhar atividades similares de diferentes maneiras.



Erro # 2. Confundindo vantagem competitiva com "o que você é bom." 

Quando se trata de estratégia, as empresas tendem muitas vezes em “olhar para dentro” e, portanto, propensas a superestimar suas forças. Você pode perceber o serviço ao cliente como uma área forte e na verdade, diante da percepção de quem o utiliza ser o menos eficaz do mercado. Isso se tornará forte no momento em que você constrói uma estratégia.

Mas uma força real para fins de estratégia tem que ser algo que a empresa pode fazer melhor do que qualquer um de seus concorrentes. E "melhor" porque você está escolhendo para atender diferentes necessidades e realizando diferentes atividades que eles realizam, porque você escolheu uma configuração diferente para a sua cadeia de valor.


Erro # 3: Perseguindo tamanho acima de tudo, porque se você for maior, você vai ser mais rentável.

Há pelo menos um grão de verdade neste pensamento, que é precisamente o que a torna tão perigosa. Mas antes de você assumir que o “mais” é “sempre melhor”, é fundamental para o seu negócio entender se o objetivo é escolhido porque soa bem, ou se existe alguma lógica. Em cada indústria, Porter observa que as economias de escala se esgotam a uma parcela relativamente pequena das vendas da indústria. Não há nenhuma evidência sistemática que indica que os líderes de mercado são as empresas mais rentáveis ​​ou bem sucedidas. Para citar um exemplo notório, a General Motors foi a maior empresa do mundo automobilístico por décadas, um fato que não impediu a sua descida à falência. Na medida em que o tamanho importava em tudo, talvez seja mais correto dizer que a GM era muito grande para ter sucesso. Enquanto isso, a BMW, pequena para os padrões da indústria, tem um histórico de retornos superiores. Durante a última década (2000-2009), sua média de retorno sobre capital investido foi de 50% superior à média da indústria. Empresas só têm de ser "suficientemente grandes", o que raramente significa que elas precisam dominar. Muitas vezes "suficientemente grande" representará apenas 10% do mercado.

Erro # 4. Pensar que "crescimento" ou "chegar a US $ 1 bilhão em receita" é uma estratégia.

Não confunda estratégia com ações (crescer, adquirir, alienar, etc) ou com as metas (alcance “X” bilhões em vendas ou “Y” quotas de mercado). Definição de Porter: o conjunto de opções integradas é que define como você vai conseguir um desempenho superior em relação a concorrência. Não é o objetivo (por exemplo, ser um número ou chegar a US $ 1 bilhão em receita top de linha), nem é uma ação específica (por exemplo, fazer aquisições). É o posicionamento que você vai escolher que resultará na realização do objetivo; as ações são o caminho que você tomará para se posicionar. Além disso, quando Porter define a estratégia, ele está realmente falando sobre o que constitui uma boa estratégia - que resultará em um maior ROIC/RIC (Retorno do Investimento de Capital) do que a média do mercado. 

Erro # 5. Focando mercados de alto crescimento, porque é onde está o dinheiro.

Os gestores, muitas vezes erroneamente supoem que um mercado de alto crescimento será um atrativo. Errado. Crescimento nenhum é garantia de que será rentável. Por exemplo, o crescimento pode colocar fornecedores no banco do motorista, aumentando os custos do mercado e limitando a rentabilidade. Ou, combinados com baixas barreiras de entrada, o crescimento poderia atrair novos competidores, aumentando assim a concorrência e baixando os preços. Crescimento por si só não diz nada sobre o poder dos clientes ou a disponibilidade de substitutos, sendo que ambos vão diminuir a rentabilidade. A suposição não comprovada de que um mercado em rápido crescimento é uma indústria de "bom", adverte Porter, muitas vezes leva a decisões estratégicas completamente erradas.

É isso aí pessoal! Espero que tenha sido esclarecedor. Uma dica importante é que esses erros/dicas/feedback´s não servem apenas para as “grandes”, mas para todos os níveis de empresa, bem como para profissionais liberais. Uma frase que me vem a cabeça quando eu penso em estratégia de mercado é essa: “Ao limite entre a aventura e estupidez, damos o nome de prudência.”


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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Marketing Pessoal: 10 razões para começar agora

A necessidade da gestão de carreira e da implantação de um plano de marketing pessoal está se tornando uma unanimidade. A maioria dos profissionais que temos conversado, sejam professores universitários, executivos ou empresários, concorda com a importância de se ter um plano de marketing pessoal para gerir suas carreiras. No entanto, apesar disto, poucos são aqueles que realmente conseguem transformar esta convicção em uma atitude prática.
Em função da falta de ação de muitos profissionais, resolvemos apresentar uma série de dez razões, todas importantíssimas, para motivar aqueles que ainda não resolveram desenvolver seu plano de marketing pessoal a fazê-lo agora. Já foi dada a largada para a corrida pelas melhores oportunidades de mercado, e quem não se antecipar acabará ficando para trás. Vamos às razões:
  • 01 - um plano de marketing é como uma "receita de bolo" que pode ser elaborado em poucos dias, e seu conteúdo, na maioria das vezes, é formado por idéias práticas e de fácil aplicação.
  • 02 - o tempo corre contra você, quanto mais rápido implantar seu plano de marketing, mais rápido serão os resultados para sua carreira.
  • 03 - provavelmente você já tem inúmeros concorrentes promovendo suas respectivas carreiras no mercado, e você está ficando para trás.  
  • 04 - marketing pessoal é um hábito, e você precisará de tempo para se habituar com esta nova maneira de agir em sua vida.
  • 05 - marketing pessoal cria novas oportunidades de negócios, e novas oportunidades de negócios, geralmente, significam mais dinheiro.  
  • 06 - um plano de marketing pessoal pressupõe que você conquistará outros ciclos de amizade, isto certamente dará uma nova perspectiva de prazer e satisfação a sua vida pessoal e profissional.
  • 07 - o plano de marketing pessoal traz reconhecimento social pelos anos de esforços, estudos e trabalho.
  • 08 - maior status social é o que obterá com o sucesso profissional conseguido através de seu plano de marketing pessoal.
  • 09 - a realização de seus sonhos de consumo, de seus sonhos de viagem e de muitos outros sonhos, poderá ser conquistada através do sucesso obtido com o marketing pessoal.
  • 10 - a realização profissional traz uma sensação superior de satisfação. É como conquistar o cume do Everest, algo inexplicável. Porque você não tenta iniciar agora o seu desafio pessoal?
Esperamos que todas estas boas razões tenham conseguido convencê-lo a tomar uma atitude para iniciar seu plano de gestão de carreira, por isto vamos mostrar o que significa este plano de marketing pessoal.
Um plano de marketing pessoal é algo fácil de ser implantado. Na verdade, trata-se de um conjunto de ações e ferramentas que, se utilizados em conjunto, ajudam a promover a carreira de um profissional.
Na primeira parte de um plano de marketing pessoal é preciso desenvolver as competências pessoais do profissional, aqueles atributos que fazem parte de seu comportamento, e que podem ter um impacto positivo em sua atuação profissional. Qualidades como auto-motivação, liderança, criatividade, bom humor, capacidade de produzir conhecimentos, relacionamento interpessoal e sua capacidade de sonhar são os atributos essenciais que precisam ser desenvolvidos e incorporados a sua carreira profissional.
A outra parte do plano de marketing consiste na aplicação de ferramentas para promoção pessoal. Construção de uma rede de relacionamentos (networking), criação de um site pessoal, utilização de cartões de visitas de uma maneira dinâmica, ter um sistema de relações públicas pessoal, dentre outras ferramentas, certamente ajudarão a promover sua carreira e sua imagem no mercado de trabalho.
Estes conceitos e ações precisam estar "amarrados" em um planejamento coerente, ou seja, ao seu "plano de marketing pessoal e profissional". 

Todos nós precisamos de motivação para realizar alguma tarefa, para enfrentar um desafio e para iniciar alguma empreitada. Implantar um plano de marketing em nossa vida pessoal e profissional é um desafio. Não sabemos ao certo o que iremos encontrar, certamente viveremos momentos de "pura adrenalina", seremos colocados diante de situações inusitadas, mas tudo isto se justifica pela sensação de vitória e de sucesso que conseguiremos alcançar ao final desta caminhada. 

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Gestão de Processos e Gestão por Processos: uma grande diferença!

Por influência da ISO9000, a maioria das empresas hoje têm seus processos definidos e padronizados. Mas praticamente todas elas continuam padecendo dos males clássicos da administração departamentalizada: má comunicação entre áreas, objetivos conflitantes, erros, retrabalhos e um crônico combate a incêndios. Como isso é possível se a “visão de processos” já está implementada, até com certificação internacional?
O que explica este aparente paradoxo é que a padronização de processos em tais empresas é feita processo por processo, isto é: os processos de trabalho são identificados, equipes de padronização são mobilizadas e no final temos um intrincado arquipélago de “ilhas” de processos! As coisas até fluem, mas apenas dentro das fronteiras de cada ilha. Na prática, o que isso fez foi apenas transformar os velhos problemas de comunicação que havia entre departamentos em novos problemas de comunicação entre processos. O que antes era o Departamento de Vendas, agora é o “Processo Comercial”; o Departamento de Engenharia de Produtos agora cuida do “Processo de Desenvolvimento de Novos Produtos” etc. O que antes eram as metas departamentais agora recebem um novo nome: “Key Process Indicators” ou coisas do gênero. Na prática, cada um continua puxando a brasa pra sua sardinha, perpetuando os problemas da administração departamentalizada. O estilo de gestão não mudou; continua a velha cobrança de metas numéricas para cada área funcional. Não houve uma transformação organizacional. Excetuando-se algumas melhorias pontuais, não houve um salto qualitativo no desempenho da empresa. No frigir dos ovos, só foi acrescentado um elemento novo: o custo de manutenção de toda a parafernália pesada de documentos do “novo” “sistema” de “gestão” (três mentiras numa só expressão, pois não é novo, não funciona como um sistema, e não merece o título de verdadeira gestão). Isto é a “Gestão DE Processos” que se vê por aí. Bem diferente seria implementar a “Gestão POR Processos”, isto é: “Gestão do Sistema de Negócios através dos Processos Empresariais”, partindo da necessidade de todas as partes interessadas para revisar toda a estrutura das atividades do negócio (não apenas qualidade, meio ambiente e saúde ocupacional), garantindo seu alinhamento à satisfação das partes interessadas e padronizando os processos de maneira integrada, a partir de um modelo sistêmico. Em poucas palavras: padronizar o fluxo contínuo de materiais e informações de ponta a ponta na empresa, em resposta ao mercado e demais partes interessadas. Isto é Gestão por Processos.

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sábado, 26 de novembro de 2011

Nem preto, nem branco… Cinza! E agora, cadê o manual?!


Decisões geram resultados e desencadeiam uma série de ações. Inúmeras vezes procuramos tornar simples escolhas e decisões difíceis, por mais que elas não o sejam, a fim de torná-las claras, definidas, como branco e preto, porém nem sempre elas são ou branco ou preto, ou seja, podem ser cinzas. A forma como isso é encarado define como as pessoas se relacionam e trabalham dentro da organização.
Por conta das áreas cinzas, ou seja, da falta de clareza para a tomada de decisão, somos remetidos a diferentes direções e modelos de decisão, haja vista recursos, tempo, espaço, funções e pessoas, cultura, dentre outras coisas.

A postura do líder para tratar das áreas cinzas é vital para o sucesso deste. Lidar com esta situação e debater a respeito amplia a mente e permite a maximização do tema de forma mais abrangente, nos tornando aptos a sair da tática para estratégia quanto para possibilidades não examinadas e decisões rápidas para soluções de longo prazo.

Dentre outras coisas, liderança implica em entender e administrar complexidades, ao invés de adotar posturas clássicas de ou preto ou branco para a resolução dos problemas. Pensando nisso, Jerry Manas, em seu livro, “Gerenciando as “Áreas Cinzas” - Princípios essenciais para liderar pessoas, projetos e organizações” explora desafios enfrentados pelos lideras e traz uma série de normas, princípios e ferramentas para lidar com certas complexidades:

  1. Necessidades individuais x Metas organizacionais

  1. Generalistas x Especialistas

  1. Visão ampla x Foco localizado

  1. Estrutura x Flexibilidade 

  1. Vigilância x Delegação

  1. Aparência x Conteúdo

  1. Centralização x Descentralização

Estas questões serão direcionas com base na exploração de novos insights e na opinião de líderes experientes, a fim de examinar conceitos e ferramentas úteis no trato com complexidade, para então aprender a formular perguntas certas e estabelecer as prioridades mais acertadas.

Isso resulta na percepção de que liderança é abstrata e não concreta e que aplicação conjugada de ferramentas, normas e princípios é mais acertado do que a utilização de fórmulas unilaterais e de aplicação diversificada.

Lidando com áreas cinzentas, desenvolvemos sabedoria e não só conhecimento.

Já Voltaire disse: “Julgue um homem mais por suas perguntas do que por suas respostas.” O líder deve ser questionador, tem a obrigação de fazer perguntas, segundo Sócrates. Por isto, como nos mostraram os filósofos, é formulando perguntas acertadas e no estabelecimento das prioridades corretas que se pode obter sabedoria e não cobrando sempre perfeição ou acusar quem tem opiniões distintas.
É preciso se afastar dos pensamentos em branco e preto e conhecer tons de cinza.

É importante para todos nós estabelecer prioridades certas. Por isso, focalizar as prioridades nos auxilia a caminhar por áreas cinzentas constantemente desafiadoras. Esta definição permite clareza e foco para o líder e a equipe. Este foco nas prioridades ajuda na caminhada por áreas cinzas. Isto torna as prioridades reais. Para ter o foco centrado nas prioridades é preciso ter convicção de quais valores são importantes pra nós.

“SE NÃO TIVERMOS UM SENSO CERTO DE QUEM SOMOS, FICA DIFÍCIL ESTABELECER PRIORIDADES”


Aparentemente, a resposta parece simples para muitas destas áreas cinzas. Mas quando começam a ser tratados, podem haver muitas complexidades envolvidas no assunto. Com a adoção de princípio, segundo o livro de Manas, como: o exame das questões e assuntos que devem ser considerados em cada área cinza de modo a desenvolver uma solução integrada; exemplos sob múltiplas perspectivas; identificação de princípios que possam ser valorizados, ferramentas e técnicas para determinação das prioridades certas e promover os valores certos e na medida em que estes princípios nos tornaremos líderes melhores. Ao invés de adotarmos uma medida que sirva pra tudo, nós estaremos melhores equipados para lidar com complexidades do mundo atual ao estabelecer prioridades certas, que será o resultado de sabermos quem somos e para que servimos. Aprenderemos também a prever soluções rápidas formulando as perguntas certas. Aprenderemos a olhar os temais com um todo a partir de perspectivas mais amplas e com essas capacitações, estaremos mais capacitados a gerenciar as áreas cinzas efetivamente no mundo real.